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INPI concede patente a equipamento para quebra de cacau desenvolvido no IF Baiano
Atualizado em 16 de julho de 2021 às 17h01 | Publicado em 16 de julho de 2021 às 16h38

Esta é a terceira patente concedida ao IF Baiano em 2021 e representa movimento de crescente inovação e valorização da ciência no Instituto

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O Equipamento Manual Para Quebra de Cacau (Theobroma cacao), uma inovação desenvolvida no Campus Uruçuca do IF Baiano, recebeu na última terça-feira, 13, patente de invenção concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A inovação é de autoria do egresso do curso de Tecnologia em Agroecologia, Helmut Norbert, e do professor do IF Baiano, Paulo Sabioni, hoje lotado no Campus Guanambi. 

A ferramenta começou a ser desenvolvida em 2010, com a ideia de ajudar produtores rurais do sul da Bahia a melhorar a técnica convencional de quebra do cacau (que consiste na separação das amêndoas da casca), um processo ainda realizado de forma insalubre e inadequada a padrões sanitários. Com a missão em mente, os pesquisadores iniciaram um projeto de pesquisa com o objetivo de criar um equipamento que pudesse otimizar a tarefa. 

Convencionalmente, a técnica manual ainda muito utilizada por pequenos, médios e grandes produtores da região se dá pelo uso de ferramentas simples, como o facão, e é quase sempre executada por duas ou mais pessoas. No entanto, o método apresenta risco de acidentes com os operadores, devido ao uso dos facões e a necessidade de sempre ter que se trabalhar com mais de uma pessoa. Outra preocupação é a possibilidade de contaminação das sementes, já que durante o processo há contato manual com o fruto, o que pode comprometer a qualidade de diversos produtos derivados do cacau, como o mel de cacau e o chocolate. 

Buscando solucionar estes problemas, os pesquisadores testaram diversos dispositivos até chegarem num equipamento leve, portátil, de operação manual e sem uso de energia, possibilitando a utilização em qualquer local, inclusive diretamente no interior das lavouras de cacau. Além disso, com o protótipo é possível trabalhar com apenas uma pessoa, de maneira segura, com higiene e ergonomia. 

“Após muita observação e tentativas, chegamos ao primeiro protótipo funcional, que chamamos de Protótipo 1, o qual é o objeto desta referida patente. Foram realizados testes no IF Baiano Campus Uruçuca, assim como também em algumas propriedades de produtores da região”, explica o pesquisador, Paulo Sabioni. Ele conta que, além desse, já foram desenvolvidos outros 3 protótipos, com o mais recente sendo ainda mais leve e eficiente.

Além de superar a técnica convencional de quebra do cacau, a invenção é uma alternativa aos demais equipamentos disponíveis no mercado, que são mecanizados e voltados para grandes volumes, sendo assim, inviável para pequenos produtores, que são a grande maioria na cacauicultura. 

“De um modo geral a cacauicultura ainda está muito atrasada com relação às novas tecnologias, principalmente na mecanização, com a maioria dos processos ainda sendo feitos como no início do século XX. É evidente que muitos fatores como o fato de a maioria das roças estarem associadas às florestas (Sistema Cabruca), topografias nem sempre favoráveis, tradições e fatores econômicos levaram a esse atraso tecnológico”, afirma Sabioni. “Mas, felizmente essa tendência está sendo revertida aos poucos e nosso equipamento vem para contribuir nesse sentido, principalmente por ser acessível a todos”, completa. 

Fomento à cultura da inovação no IF Baiano 

O equipamento de quebra de cacau é a terceira inovação desenvolvida no IF Baiano a ser contemplada com uma carta-patente este ano. Em março, o INPI concedeu a primeira carta-patente do Instituto ao processo de “Extração de amido do fruto da pupunheira (Bactris gasepaes Kunth)”, desenvolvido no Campus Uruçuca, e em 6 de julho, concedeu a segunda, pela criação de iogurte com adição de cogumelo, desenvolvido no Campus Santa Inês. 

Segundo o reitor do IF Baiano, Aécio José Duarte, a conquista de patentes contribui para o cumprimento da missão institucional e formativa do IF Baiano, amparada na Lei de Criação dos Institutos Federais e no Plano de Desenvolvimento Institucional, e que trata as atividades de ensino, pesquisa e extensão como indissociáveis. “Nós temos um campo imenso e grandes possibilidades porque atuamos em áreas e em condições diferentes e, na maioria das vezes, essas pesquisas e projetos que geram as cartas-patente estão dentro de um contexto regional do território onde nós temos nossas unidades. Isso é importantíssimo para a consolidação das nossas unidades, do nosso Instituto e da rede federal profissional, científica e tecnológica”, comenta o reitor. 

Entre 2015 e 2021, o IF Baiano depositou, junto ao INPI, 19 pedidos de patentes e 9 pedidos de registro de programas de computador. Com a aprovação de 3 patentes só no último semestre, vem se demonstrando o fortalecimento de um ecossistema voltado ao fomento da cultura da inovação e de um trabalho conjunto da comunidade acadêmica.

Para incentivar a pesquisa e a inovação e auxiliar pesquisadores na conquista de patentes, o IF Baiano atua por meio da Pró-reitoria de Pesquisa (Propes), a partir de duas frentes: com o gerenciamento de editais, disponibilizados com recursos próprios do IF Baiano associados às bolsas pagas pelas agências de fomento à pesquisa, e com o acompanhamento do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), o qual identifica as potencialidades dos projetos e orienta quanto à escrita da patente e procedimentos no registro da inovação.

“No momento, nossos editais contam com bolsas a partir do Termo firmado com a FAPESB, bolsas de Iniciação Científica provenientes dos editais do CNPq em 2020 e, ainda, bolsas pagas com recursos institucionais. Em 2020, em tempos de pandemia, a Propes lançou 18 editais de pesquisa e inovação, dentre eles, um muito importante, em conjunto com os campi. O fomento veio parte da PROPES e parte das Direções Gerais. O apoio dos campi mostrou que a relevância da pesquisa e da inovação não se dá apenas no âmbito da Pró-Reitoria. Trata-se de uma preocupação institucional”, explica a pró-reitora de Pesquisa do IF Baiano, Luciana Mazutti.

Quando os projetos geram inovação e seguem para o de registro de patente, há um processo longo e detalhado a ser cumprido. É onde está o foco da atuação do NIT, que busca intermediar o processo junto ao pesquisador e ao INPI. “A documentação é extensa e o INPI é muito criterioso. Nesse sentido, a Propes, através do NIT, que além de ter promovido o curso de escrita de patente em 2019, acompanha os projetos desenvolvidos no IF Baiano e acompanha de perto os(as) pesquisadores(as), mantendo um diálogo constante e sanando dúvidas, sempre incentivando para que todas as recomendações do INPI sejam atendidas”, complementa a gestora.

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