Cerimônia marca início de uma nova etapa de crescimento institucional
Na tarde desta segunda-feira (27), no auditório do prédio Professor João Batista, em Salvador, o Instituto Federal Baiano (IF Baiano) realizou a cerimônia de posse dos diretores pro tempore dos quatro novos campi em fase de construção: Ribeira do Pombal, Remanso, Santo Estevão e Ruy Barbosa. Foram empossados Leandro dos Santos Damasceno, Aurimar Angelim, Marcelito Trindade Almeida e Geângelo de Matos Rosa, respectivamente.
A solenidade reuniu o reitor Aécio José Duarte, em despedida de sua gestão, e a reitora eleita, Ozenice Silva, que destacou a importância da colaboração com os novos gestores para consolidar a expansão do Instituto. O momento simboliza não apenas a ocupação de cargos, mas o início de um processo estruturante, que envolve planejamento acadêmico, articulação institucional e diálogo com as comunidades locais.






Os novos campi do IF Baiano nascem a partir de um processo que exige atuação em múltiplas frentes. Cabe aos diretores pro tempore acompanhar as etapas finais das obras, articular parcerias, planejar cursos, viabilizar infraestrutura e preparar a chegada de servidores e estudantes.
Para Marcelito Trindade Almeida, que já foi diretor pro tempore em Teixeira de Freitas, no processo de transição da antiga Escola Média de Agropecuária – Emarc para IF Baiano, a experiência anterior contribui para enfrentar o desafio de estar à frente da implementação do Campus Santo Estevão, mas o processo de construção da identidade institucional se dá em um contexto totalmente diferente: “Experiência é sempre bom… A gente trazer algo que vai ajudar na implantação dessa nova unidade, desse novo campus. Lógico que, comparando com o que aconteceu em Teixeira de Freitas, em que nós assumimos um campus onde já existia uma instituição, esse vai ser um pouco diferente. Porque nós vamos começar do zero, né, onde não existia realmente nada, então nós podemos dar a cara do IF Baiano sem comparação com o que já existia”, explica.
Essa construção passa diretamente pela escuta da comunidade. “Não vão ser cursos que vão chegar prontos. Nós ouvimos a população e, a partir do ouvir, nós vamos tentar atender”, afirma Marcelito. A centralidade do diálogo também é ressaltada por Geângelo de Matos Rosa, diretor de Ruy Barbosa, que traz a experiência acumulada na gestão do campus Bom Jesus da Lapa: “Hoje, Bom Jesus da Lapa é um campus consolidado, que tem um diálogo muito transparente com a comunidade. E aí, com base nessa experiência, observando as tomadas de decisões anteriores, é possível estabelecer diálogos, é importante dar espaço para que todos os segmentos que fazem parte de uma instituição possam dialogar e colaborar, nesse processo de construção de um projeto, de uma dimensão pedagógica que atenda uma comunidade”, conta.
Os quatro campi seguem em fase de implantação, com previsão de entrega ainda em 2026, o que possibilita o início gradual das atividades acadêmicas e administrativas. Santo Estevão é o campus que tem a previsão de entrega mais próxima – com expectativa de conclusão total das obras até o final de julho. Mesmo em fase de conclusão da estrutura física, as unidades já começam a atuar, não através da oferta de cursos regulares, mas especialmente por meio de ações formativas e de aproximação com as comunidades locais. Assim, a presença do IF Baiano já começa a se materializar nos territórios por meio de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), oficinas, palestras e parcerias institucionais.
Em Santo Estevão, a previsão é iniciar atividades já em junho. “A proposta é que a partir de junho a gente já inicie com o curso FIC e, assim, dê continuidade durante todo o resto desse ano”, explica Marcelito.
Em Ribeira do Pombal, a estratégia inclui o uso de estruturas provisórias para garantir o início das atividades: “Nós estamos com a expectativa de no início do segundo semestre iniciarmos cursos FIC, que são cursos de formação inicial e continuada, para atendermos às demandas do município e da região referentes a áreas que são interessantes e importantes para o desenvolvimento socioeconômico do território”, afirma Leandro dos Santos Damasceno.
Já em Ruy Barbosa, a previsão segue a mesma linha: “A nossa previsão é de que nesse segundo semestre de 2026 a gente oferte ali, com esse público que já está, com esse corpo de servidores que já está presente no município, a gente oferte algumas palestras, algumas oficinas […] e também alguns cursos de formação inicial e continuada”, destaca Geângelo.
Além da oferta formativa, o diálogo com a comunidade tem sido estruturante desde o início. “Esse diálogo com a comunidade de Ruy Barbosa e de todo o território do Piemonte […] foi construído de uma forma bem interessante… Indo a diversos espaços […] ouvindo segmentos de estudantes, representantes do poder legislativo, do poder executivo, da indústria, do comércio”, relata o diretor.
A definição dos cursos está sendo orientada por estudos de demanda e pelas características econômicas e sociais de cada território. Em Remanso, por exemplo, a relação com o lago de Sobradinho impulsiona propostas ligadas aos recursos naturais.
“O que é mais desafiador hoje, Remanso é todo rodeado pelo lago, o lago do Sobradinho. Então, água é uma coisa que não falta […] E nós também estamos tratando a oferta de um curso na área que lide com a agropecuária, com a natureza, com a apicultura, com a piscicultura”, explica Aurimar Angelim. Além disso, cursos nas áreas de desenvolvimento de sistemas, administração, ciência da computação e licenciaturas já aparecem como demandas locais.
Em Ruy Barbosa, o planejamento também avança com base nos estudos realizados: “A gente tem ali em Ruy Barbosa a indicação de cursos como: Eletromecânica, Técnico Integrado em Eletromecânica; Técnico Integrado em Administração; e também o Técnico Integrado em Desenvolvimento de Sistemas ou áreas afins da Informática”, detalha Geângelo.
A implantação dos novos campi representa mais do que a ampliação da rede física do IF Baiano. Trata-se de um movimento estratégico de interiorização da educação pública, com potencial de impactar diretamente o desenvolvimento socioeconômico das regiões atendidas.
Como destaca Leandro, o papel institucional vai além da formação técnica: é também um compromisso com a transformação social. Com equipes ainda pequenas, mas mobilizadas, e com forte articulação junto às comunidades, os novos campi do IF Baiano começam a se consolidar como espaços de oportunidade, formação e desenvolvimento para o interior da Bahia.




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