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Guanambi terá unidade de reúso de água de esgoto, implantada via parceria do IF Baiano e INSA
Atualizado em 27 de agosto de 2021 às 16h12 | Publicado em 27 de agosto de 2021 às 13h32

Iniciativa irá permitir desenvolvimento de pesquisas e atividades de ensino e extensão na área de produção de forragens nas condições do semiárido

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O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) firmou um acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o objetivo de implantar uma unidade piloto de reúso de água de esgoto tratado na cidade de Guanambi, sudoeste da Bahia, onde fica um dos campi do IF Baiano. 

Oficializado em junho de 2020, o projeto, que irá permitir a produção de forragem nas condições do semiárido brasileiro e o desenvolvimento de pesquisas na área, faz parte de uma iniciativa do INSA e do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que já implantou outras duas unidades semelhantes: uma em Parnamirim (PE), executada através da parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), e outra em Nossa Senhora das Dores (SE), em parceria firmada com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO) e a Secretaria de Agricultura de Sergipe.

Área em que será implantada a unidade de reúso de água já está sendo preparada. Foto: Arquivo do projeto

Segundo o coordenador do Mestrado Profissional em Produção Vegetal no Semiárido (MPPVS) do Campus Guanambi  e responsável no IF Baiano pela condução do projeto, José Alberto Alves, a instituição irá conduzir pesquisas relacionadas à produção de forragem no semiárido, com uso de água residuária de esgoto tratado para irrigação com déficit hídrico parcial. Este trabalho será feito por meio de uma equipe de professores do curso de mestrado. 

“Vários alunos do MPPVS conduzirão suas pesquisas na área, inclusive contando com bolsas de mestrado financiadas pela CAPES, especificamente para este projeto, através do Edital Capes 18/2020 – Programa de Desenvolvimento da Pós-graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas Nos Estados. Também os alunos do curso de Agronomia poderão conduzir seus trabalhos de conclusão de curso na área, participando do projeto e podendo concorrer a bolsas de iniciação científica”, explicou o docente. Além das pesquisas, a ideia é que sejam realizadas atividades de extensão, visando a divulgação das tecnologias geradas para os produtores rurais do semiárido, bem como atividades de ensino prático, em disciplinas como Irrigação e Drenagem e Culturas Xerófitas.

Segundo o reitor do IF Baiano, Aécio José Duarte, a atual colaboração com o INSA vem para solidificar ainda mais a relação entre as instituições, que tem um histórico de parceria frutífero e de longa data. “Se trata de uma instituição que tem bastante pertinência de atuação no nordeste e trata de demandas específicas do semiárido nordestino. Boa parte das nossas unidades está inserida nesse contexto e nós precisamos estimular isso, trazer para os espaços de formação dos nossos alunos, através das iniciativas dos professores”, comenta Duarte, que também destacou a importância do engajamento da comunidade acadêmica em iniciativas do tipo. “Essas parcerias são feitas institucionalmente, mas elas partem, na maioria das vezes, e dependem das iniciativas dos nossos professores, que acabam identificando os nichos de pesquisa e atuação. O IF Baiano só tem a ganhar com essas parcerias, com a estruturação, o desenvolvimento e a execução de mais um projeto na área de agrárias, atendendo a demanda da população do semiárido”, pontuou. 

Membros das equipe do INSA e IF Baiano responsáveis pelo projeto visitam local de implantação da unidade. Da esquerda para a direita, o professor do IF Baiano, Marcelo Rocha, os pesquisadores do INSA, Rita Alves e Hélder Lima, o coordenador do projeto no IF Baiano, professor José Alberto Alves, a técnica e coordenadora do projeto pelo INSA, Jucilene Araújo, e o agrônomo e bolsista do projeto, Josué Silva.

Implantação do projeto

De acordo com José Alberto Alves, o desenvolvimento do projeto já foi iniciado e a duração será de 2 anos. Ele está sendo implantado em uma propriedade rural vizinha à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), cujo proprietário também atua como parceiro, e conta ainda com o apoio da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). A área irá receber o esgoto tratado para reúso na irrigação, por meio de acordo firmado entre o produtor e a Embasa.

Estação de tratamento de esgoto de Guanambi, que irá fornecer a água para utilização no projeto. Foto: Divulgação/ Embasa

A expectativa, segundo o docente, é de que o projeto possa contribuir para o desenvolvimento regional, promovendo segurança alimentar na produção pecuária, fomentando o empreendedorismo, a empregabilidade e o surgimento de tecnologias de produção de forragens de baixo custo.

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