Congresso reúne estudantes e servidores em Guanambi até quinta-feira (22). Programação inclui apresentações científicas, oficinas, campeonato de foguetes e etapa Intercampi do 7º FAMIF.
O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) deu início, nesta terça-feira (20), no Campus Guanambi, ao V Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEX). O evento reúne estudantes, servidores, pesquisadores e gestores dos diferentes campi da instituição para três dias de atividades voltadas à produção e ao compartilhamento do conhecimento científico, tecnológico, educacional e cultural. A programação segue até quinta-feira (22) e inclui a etapa Intercampi do 7º Festival de Arte e Música do IF Baiano (FAMIF).

Com o tema “A produção do conhecimento de mulheres negras e o fazer científico como prática antirracista”, o Congresso propõe reflexões sobre a participação das mulheres negras na construção do conhecimento, a valorização da diversidade e o papel das instituições de ensino no enfrentamento às desigualdades.
A cerimônia de abertura contou com a presença da reitora do IF Baiano, Ozenice Silva; do diretor-geral do Campus Guanambi, Ariomar Rodrigues dos Santos; da pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Fernanda Alves; da pró-reitora de Extensão, Suêde Santos Barbosa; do pró-reitor de Ensino, Carlito José de Barros Filho; da pró-reitora substituta de Desenvolvimento Institucional, Vânia Luz; e do pró-reitor de Planejamento e Administração, Arlem Souto Barros, além dos diretores dos 18 campi do instituto e da comunidade acadêmica.


Durante a solenidade, a reitora Ozenice Silva destacou a importância de transformar as reflexões propostas pelo Congresso em compromissos permanentes da instituição.
“O enfrentamento ao racismo não pode estar presente apenas nos temas dos nossos eventos. Precisa orientar nossas práticas, nossas relações, nossas políticas e nossas decisões institucionais”, afirmou.
A pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação e presidente do Congresso, Fernanda Alves, ressaltou o envolvimento de diferentes setores da instituição na organização do encontro.
“Este Congresso expressa essa construção coletiva. Um evento como o CEPEX é construído por muitas mãos, com a participação de todas as pró-reitorias e diretorias sistêmicas, dos campi e de toda a comunidade acadêmica. Cada contribuição, desde o planejamento até a realização das atividades, torna este evento possível”, destacou.
Após a cerimônia de abertura, a programação teve continuidade com a palestra de Betânia Rita Fernandes, que abordou o tema central desta edição do Congresso.


O primeiro dia também contou com a mesa-redonda “Quem Forma o Futuro da Educação? O PIBID, as Escolas e os Novos Caminhos da Docência no IF Baiano”, além de oficinas sobre práticas inclusivas e utilização de drones.
À tarde, a programação abriu espaço para a socialização de pesquisas desenvolvidas na instituição, com apresentações de trabalhos nas modalidades oral e pôster e atividades da MostraTec. Os participantes também tiveram acesso a debates sobre experiências dos Centros de Línguas, saberes e sabores da culinária afro-baiana e a atuação do Programa Mulheres Mil, por meio da mesa “Mulheres que Fazem, Saberes que Transformam”.
As atividades evidenciam a diversidade da produção acadêmica do IF Baiano e a integração entre ensino, pesquisa e extensão, reunindo experiências que dialogam com a formação dos estudantes e com as demandas da sociedade.
O segundo dia do CEPEX, nesta quarta-feira (21), terá atividades simultâneas em diferentes espaços do Campus Guanambi. Entre os destaques está o Campeonato de Foguete, previsto para acontecer das 8h às 12h, no Espaço Enedina Alves Marques.
A programação científica inclui mesas sobre pós-graduação stricto sensu, enfrentamento à misoginia, formação política ambiental no movimento estudantil, internacionalização e produção e circulação do conhecimento científico. Também estão previstas atividades sobre manutenção de drones, novas apresentações de trabalhos acadêmicos e continuidade da MostraTec.
A quarta-feira marca ainda o início das apresentações da etapa Intercampi do 7º FAMIF, que reúne produções artísticas classificadas nas etapas locais realizadas nos 14 campi e na Reitoria.
Com o tema “É Preciso Estar Atento e Forte”, o festival promove o encontro entre diferentes linguagens artísticas e manifestações culturais da comunidade acadêmica. Antes das apresentações, serão realizadas oficinas de formação artística, com temas como construção de portfólio profissional, redes sociais para artistas, captação e edição de áudio, expressão corporal e gestão de carreira.
As apresentações do FAMIF começam às 18h, no Espaço Makota Valdina, e continuam na quinta-feira (22).
O espaço, anteriormente denominado “Casa Grande”, recebeu temporariamente o nome da educadora, liderança religiosa e ativista negra baiana Makota Valdina. A iniciativa busca valorizar sua trajetória e promover uma reflexão sobre memória, representatividade e os significados históricos dos espaços.
O encerramento dos eventos está previsto para quinta-feira (22), com a continuidade das apresentações artísticas e a premiação do CEPEX e do FAMIF.
A programação completa e as informações sobre as atividades estão disponíveis na página oficial do Congresso.







