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Série do MEC em parceria com IF Baiano mostra papel dos IFs na valorização de produtos com Indicação Geográfica
Atualizado em 22 de junho de 2026 às 13h33 | Publicado em 22 de junho de 2026 às 13h33

A produção do MEC, feita em parceria com o IF Baiano, apresenta produtos das cinco regiões do país

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Do Norte ao Sul do Brasil, há produtos e saberes conhecidos por suas singularidades, seja por características particulares influenciadas pelo ambiente onde são cultivados, seja pela tradição de produção. Com dez episódios ao todo, a série audiovisual “Indicações Geográficas nos Institutos Federais”, uma produção do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o IF Baiano, lança luz sobre o papel dos institutos federais na valorização de produtos agrícolas, gastronômicos e artesanais nas cinco regiões brasileiras.

A primeira temporada completa já está disponível no canal do MEC no YouTube, e apresenta produtos como o polvilho do Cará de Bela Vista de Goiás (GO), a maçã Fuji de São Joaquim (SC), o vinho do Vale do São Francisco, o café do Alto Noroeste Fluminense e as louças do Maruanum (AP). O sexto episódio, sobre o käsekuchen de Panambi (RS), inaugura a segunda temporada e foi lançado na última sexta-feira, 19.

Primeiro episódio da segunda temporada acaba de ser lançado.

A série é fomentada pelo Programa de Apoio e Promoção da Indicação Geográfica (IG) na Rede Federal, do MEC. A IG tem se consolidado como uma estratégia de valorização territorial com impactos positivos nas dimensões econômica, social, cultural e ambiental dos territórios rurais, promovendo a diferenciação de produtos no mercado.

Produção audiovisual em parceria com o IF Baiano

O IF Baiano atuou na produção audiovisual da série, reunindo uma equipe de três profissionais: a jornalista Cristina Mascarenhas, diretora de comunicação do instituto, responsável pela direção e roteiro da série, além dos produtores audiovisuais, Glauco Neves (cinematografia e color grading) e Vinicius Almeida (direção, roteiro, montagem e efeitos visuais).

A produção da série foi a concretização de uma ideia, que surgiu em 2016, para divulgar projetos de pesquisa e extensão que retratassem o saber-fazer de territórios. “Antes de existir, a série já era um sonho de dez anos atrás. Então, o processo criativo e o formato foi sendo amadurecido nesse tempo”, conta o roteirista Vinicius Almeida.

Ao longo de dez meses, cada episódio foi pensado e produzido considerando as singularidades de cada território. “Apesar de termos uma espinha dorsal para a série, buscamos em cada episódio estar abertos ao que o território iria nos proporcionar, então cada captação da primeira e segunda temporada teve desafios e resultados distintos”, explica Almeida.

Apesar das particularidades, a produção de cada episódio trouxe um desafio em comum: abordar o tema técnico das indicações geográficas de forma atrativa, trazendo protagonismo aos produtores locais. “O principal desafio da série sempre foi transformar conteúdos técnicos em histórias humanas, acessíveis e visualmente envolventes”, afirma a diretora e também roteirista da série, Cristina Mascarenhas. 

“O episódio sobre o Polvilho do Cará, que abriu a primeira temporada, teve ainda o desafio de estabelecer a linguagem da própria série. Precisávamos apresentar o conceito de ‘Indicação Geográfica’ sem produzir um conteúdo excessivamente didático ou institucional”, acrescenta. 

Dentre os resultados, além de destacar a produção audiovisual do IF Baiano, o projeto representou a possibilidade de integração institucional. “Realizar essa série, da concepção à entrega, destaca a importância e relevância do audiovisual do IF Baiano na Rede Federal, participando de projetos importantes, fruto de uma equipe capacitada e do apoio institucional que nos últimos anos só alavancou e projetou o nosso instituto nacionalmente”, pontua Vinicius Almeida.

Nova temporada

A segunda temporada da série promete ampliar a diversidade de territórios e saberes apresentados. “Essa diversidade permitirá mostrar que a Indicação Geográfica não está restrita a um setor ou a uma região do país. Ela pode reconhecer um sabor, uma técnica, um modo de fazer e até um conhecimento preservado pelas mãos de várias gerações”, comenta Mascarenhas.

Segundo a jornalista, a nova temporada também trará uma maior representatividade aos entrevistados nos episódios. “Pretendemos dar ainda mais espaço às vozes dos personagens. A locução continuará ajudando a conectar as informações, mas produtores, artesãs, pesquisadores, estudantes e representantes das comunidades terão maior protagonismo”, afirma. 

Com cinco episódios, a segunda temporada irá explorar, além do käsekuchen de Panambi (RS), os derivados de jabuticaba de Sabará (MG), o cacau de Tuerê (PA), a manta de carneiro de Tauá (CE) e a renda de bilro de Saubara (BA).

Assista todos os episódios na playlistIndicações Geográficas nos Institutos Federais‘ no canal do MEC no YouTube.

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