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XII Semana de Zootecnia reúne ciência, tecnologia e produção sustentável em Santa Inês
Atualizado em 14 de maio de 2026 às 13h52 | Publicado em 14 de maio de 2026 às 12h59
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A XII Semana de Zootecnia está movimentando a cidade de Santa Inês em torno de debates sobre produção animal sustentável. Celebrado em 13 de maio, o Dia do Zootecnista é uma das motivações do evento, que desde a terça-feira (12) reúne pesquisadores, produtores rurais, estudantes e profissionais da área em uma programação voltada à formação, atualização e troca de conhecimentos.

A programação inclui palestras, mesas-redondas com especialistas convidados, minicursos teóricos e práticos, apresentação de trabalhos científicos, além de atividades culturais de integração acadêmica.

A palestra de abertura abordou o papel do zootecnista no crescimento sustentável da suinocultura no Nordeste e foi ministrada pela professora Lorena Rabelo Brandão, gerente da Granja Carolina. Segundo Lorena, os principais desafios para tornar a produção animal mais sustentável na região estão relacionados ao clima, à disponibilidade hídrica e aos custos de produção. “O Nordeste possui altas temperaturas e períodos de irregularidade de chuvas, o que exige sistemas cada vez mais eficientes no uso da água, da alimentação e da ambiência animal […]. Uma produção sustentável é aquela que consegue produzir com eficiência, reduzir desperdícios, respeitar o bem-estar animal e ainda manter a atividade rentável para o produtor”.

Lorena também destacou a necessidade de ampliar o acesso à tecnologia, à gestão e à capacitação técnica dentro das propriedades rurais. Nesse contexto, a Semana de Zootecnia busca aproximar produtores e estudantes de pesquisas de ponta, tecnologias inovadoras e soluções sustentáveis para o setor.

Entre as tecnologias apresentadas durante os minicursos e oficinas esteve uma proposta de automação de galpões de suinocultura utilizando sistema Arduino. O professor Márcio Pereira dos Santos levou ao evento uma maquete que simula um galpão automatizado, com controle de temperatura, umidade e concentração de amônia no ar.

A pesquisa é resultado da disciplina Zootecnia de Precisão, ministrada pelos professores Márcio Pereira dos Santos e Miguel Júlio Machado Guimarães, e foi apresentada pelo estudante do 8º semestre de Zootecnia. “Nesta maquete a gente instalou um sensor de umidade e temperatura, que monitora a umidade e a temperatura do ar, além de ventiladores, que simulam o controle térmico dentro do galpão. Instalamos também um mecanismo eletromecânico que regula a altura da cortina. A gente sabe que a entrada de ar no galpão pode ser bloqueada ou facilitada através da abertura da cortina. Então, todos esses dispositivos e essas variáveis que a gente monitora — temperatura e umidade — são obtidas por uma placa chamada ESP 32, que pode ser programada pela interface da placa Arduino, que é mais popular no mercado e em projetos de ensino. E todo esse conjunto pode ser controlado através do celular, conectado a uma rede Wi-Fi”.

Márcio destaca que o projeto tem potencial tanto para aplicação prática em galpões reais quanto para fins didáticos, já que a maquete permite simular diferentes situações em sala de aula, facilitando o ensino e a pesquisa. O estudante Marilton Borges, egresso do campus Santa Inês e atualmente graduando em Zootecnia na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, afirma que retornar ao campus para apresentar sua pesquisa universitária tem um significado especial. “Para mim, é surreal voltar aqui e apresentar um trabalho bem interessante para agregar a este evento maravilhoso”.

Para o produtor rural José Menezes, do município de Ubaíra, o evento fortalece a relação entre o conhecimento técnico produzido na instituição e a prática cotidiana no campo. “Porque a gente tende a melhorar os processos e, principalmente, para alguns produtores também, que estão lá na roça, que não têm acesso, que não têm esse tipo de contato, isso é muito bom, é muito importante e é bom que tenha sempre”.

Segundo o presidente da Comissão Organizadora da Semana de Zootecnia, Valdinei Santos de Souza, as trocas entre instituições, profissionais e estudantes ampliam a formação dos participantes e apresentam diferentes possibilidades de atuação no mercado de trabalho. A professora Lorena Brandão também avalia o evento nessa perspectiva: “Muitas vezes, dentro da universidade, o aluno aprende a base técnica, mas é nesses momentos que ele entende as reais necessidades do setor produtivo”.

Embora a programação ainda esteja em andamento, encerra nesta sexta-feira (15), Valdinei já faz uma avaliação positiva da edição deste ano. “Nós tivemos um evento muito equilibrado, de alto nível, trazendo profissionais de instituições como a Embrapa, a UFBA, também empresas particulares, como a Granja Carolina e a FrigBahia (que também esteve presente no evento, falando sobre a sua atuação como o maior frigorífico de produtos caprino-ovinos na Bahia e que comercializa produtos da agricultura familiar). Então, esse é o momento que o aluno tem de ter uma perspectiva futura da sua formação, do seu trabalho, e daí a importância, o impacto que esse evento pode causar”, afirma Valdinei.

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