Durante o mês de abril, os NEABIs (Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) integram as atividades do Abril Indígena, uma série de ações voltadas à valorização dos povos originários. Essas iniciativas buscam combater estereótipos, fortalecer suas lutas e promover reflexões sobre a diversidade cultural desses povos.
No Brasil, o 19 de abril, anteriormente conhecido como “Dia do Índio”, foi renomeado para “Dia dos Povos Indígenas” pela Lei 14.402/22 (clique aqui). Essa alteração reflete uma perspectiva mais adequada e respeitosa para se referir às pessoas que habitavam as Américas antes da invasão europeia. A antiga denominação carregava consigo uma visão homogeneizadora e desqualificadora, que apagava as vivências, costumes, saberes e crenças plurais desses povos.
O Abril Indígena é um momento de reflexão que vai na contramão de comemorações que retroalimentam preconceitos, como aquelas em que crianças utilizam pinturas no rosto ou penas na cabeça, reproduzindo estereótipos equivocados. Em vez disso, suas ações afirmam a diversidade dos povos indígenas e denunciam os séculos de exploração colonial, marginalização e violação de direitos.
Além disso, o Abril Indígena:
As instituições educacionais desempenham um papel fundamental na valorização dos povos indígenas brasileiros, no combate ao racismo e no enfrentamento de estereótipos. A Lei 11.645/08, que alterou a Lei 10.639/03, tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Indígena nos currículos escolares. Essa legislação é uma ferramenta essencial para superar a ignorância relacionada às línguas, religiões, saberes, artes e literatura desses povos.
Além de denunciar as violências históricas, essa abordagem pedagógica possibilita:
Em suma, o Abril Indígena é uma oportunidade para celebrar a riqueza cultural e a resistência dos povos originários, ao mesmo tempo que reafirma a importância de políticas educacionais que promovam justiça social, igualdade e respeito à diversidade.