﻿{"id":8790,"date":"2018-06-19T13:53:41","date_gmt":"2018-06-19T16:53:41","guid":{"rendered":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/?p=8790"},"modified":"2018-07-06T12:10:39","modified_gmt":"2018-07-06T15:10:39","slug":"pesquisa-realizada-no-if-baiano-alerta-para-desertificacao-em-afluente-do-rio-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/blog\/pesquisa-realizada-no-if-baiano-alerta-para-desertificacao-em-afluente-do-rio-sao-francisco\/","title":{"rendered":"Pesquisa alerta para desertifica\u00e7\u00e3o em afluente do Rio S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<p>Resultados de estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia Baiano (IF Baiano) apontaram para a exist\u00eancia de processo de desertifica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do m\u00e9dio curso do rio Salitre, um dos afluentes do Rio S\u00e3o Francisco. O\u00a0trabalho, registrado em <strong><a href=\"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/arquivos-newsletters\/Boletim%20T%C3%A9cnico%20-%20Desertifica%C3%A7%C3%A3o%20-%20Junho%202018%20-%20IF%20Baiano.pdf\">Boletim T\u00e9cnico<\/a><\/strong>, prop\u00f5e alternativas para evitar o problema da eros\u00e3o h\u00eddrica (principal indicativo da desertifica\u00e7\u00e3o no semi\u00e1rido) e recuperar parte da \u00e1rea degradada na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os trabalhos foram conduzidos de 2015 a 2017 pelos pesquisadores Alisson Jadavi, engenheiro agr\u00f4nomo e professor do <em>Campus<\/em> Governador Mangabeira, e M\u00e1rcio Rios, ge\u00f3grafo e docente do <em>Campus<\/em> Senhor do Bonfim.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do m\u00e9dio curso do rio Salitre \u00e9 marcada hoje por ampla extens\u00e3o de solo exposto, in\u00fameras fei\u00e7\u00f5es erosivas e intenso processo de assoreamento (acumula\u00e7\u00e3o de sedimentos) do rio principal. \u201cQuando uma \u00e1rea entra em processo de desertifica\u00e7\u00e3o ela j\u00e1 foi impactada de diversas maneiras. No caso espec\u00edfico do m\u00e9dio curso do rio Salitre, a retirada da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e o uso do solo para agricultura na aus\u00eancia de pr\u00e1ticas conservacionistas devem ser os principais fatores que contribu\u00edram com a degrada\u00e7\u00e3o do solo e rio\u201d, ressalta Jadavi.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia dessas condi\u00e7\u00f5es, a eros\u00e3o dos solos nas encostas \u00e9 bastante agressiva e tem impacto direto no potencial biol\u00f3gico e produtivo das terras e na capacidade de regenera\u00e7\u00e3o da caatinga. Segundo Rios, a atual situa\u00e7\u00e3o contrasta com um hist\u00f3rico n\u00e3o muito distante do afluente. \u201cH\u00e1 registros que esse rio, em um passado recente, possu\u00eda fluxo de \u00e1gua, mesmo que em parte do ano. O rio Salitre est\u00e1 de fato morrendo, pois, at\u00e9 mesmo a intermit\u00eancia das \u00e1guas n\u00e3o existe mais\u201d.<\/p>\n<p>Outro aspecto levantando pela pesquisa atenta para os impactos socioecon\u00f4micos ocasionados pela degrada\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cCom recursos naturais cada vez mais escassos, ampliam-se as dificuldades para as comunidades rurais no local, que j\u00e1 possui economia e base social fr\u00e1geis\u201d, aponta o pesquisador M\u00e1rcio Rios.<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento dos experimentos<\/strong><\/p>\n<p>A eros\u00e3o do solo \u00e9 um dos principais indicadores do processo de desertifica\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, a pesquisa teve como objetivo mapear e medir os processos erosivos no m\u00e9dio curso do rio salitre e montar um experimento para demonstrar que terra\u00e7os podem evitar a eros\u00e3o h\u00eddrica e recuperar a \u00e1rea degradada. Os terraceamento \u00e9 uma t\u00e9cnica que permite \u201cquebrar\u201d o fluxo da enxurrada, reduzindo a eros\u00e3o nas encostas e o assoreamento do rio.<\/p>\n<p>O experimento consistiu na constru\u00e7\u00e3o de terra\u00e7os patamares numa \u00e1rea em alto est\u00e1gio de degrada\u00e7\u00e3o (localizada a cerca de 120 km do Campus Senhor do Bonfim). Ap\u00f3s o per\u00edodo de testes e observa\u00e7\u00e3o (2015 a 2017), ficou comprovada a efici\u00eancia da tecnologia na recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea afetada.<\/p>\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00e3o da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que o alerta sobre a desertifica\u00e7\u00e3o e os resultados obtidos com a tecnologia testada poder\u00e3o contribuir com a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e programas ambientais para o estado da Bahia e bacia do S\u00e3o Francisco. \u201cO reconhecimento de um processo de desertifica\u00e7\u00e3o instalado no local poder\u00e1 abrir portas para investimento com foco na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e na reorganiza\u00e7\u00e3o de atividades econ\u00f4micas compat\u00edveis com as condi\u00e7\u00f5es ambientais da \u00e1rea\u201d, refor\u00e7a Rios.<\/p>\n<p>Benef\u00edcios para comunidade acad\u00eamica e estudos posteriores tamb\u00e9m s\u00e3o esperados. \u201cNo \u00e2mbito acad\u00eamico, podemos utilizar os resultados da pesquisa em disciplinas diversas que envolvem a prote\u00e7\u00e3o e uso de solo e \u00e1gua\u201d, complementa Jadavi.<\/p>\n<p>Os resultados experimentais obtidos no estudo fazem parte do projeto intitulado \u201cAperfei\u00e7oamento de t\u00e9cnicas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva para controle da desertifica\u00e7\u00e3o e aumento da sustentabilidade agr\u00edcola no semi\u00e1rido baiano\u201d, apoiado pelo edital SEMA\/FAPESB n. 02\/2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultados poder\u00e3o contribuir com a elabora\u00e7\u00e3o de projetos de recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea degradada. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8796,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5,10],"tags":[104,214,196,42],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8790"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8942,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8790\/revisions\/8942"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}