﻿{"id":18403,"date":"2020-11-30T21:17:05","date_gmt":"2020-12-01T00:17:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/?p=18403"},"modified":"2023-02-08T11:16:43","modified_gmt":"2023-02-08T14:16:43","slug":"olhares-negros-para-transformar-a-educacao-e-a-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/blog\/olhares-negros-para-transformar-a-educacao-e-a-ciencia\/","title":{"rendered":"Olhares negros para transformar a educa\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>Em novembro de 2019, pela primeira vez, o IBGE anunciou que <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-11\/pela-primeira-vez-negros-sao-maioria-no-ensino-superior-publico\" target=\"_blank\">pretos e pardos s\u00e3o maioria nas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior p\u00fablicas brasileiras<\/a>, representando 50,3% dos estudantes matriculados. Essa estat\u00edstica mostra que d\u00e9cadas de luta e implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, como a Lei de cotas, come\u00e7am a tornar a realidade do ambiente acad\u00eamico mais compat\u00edvel com a realidade brasileira, em que pretos e pardos correspondem 55,8% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, h\u00e1 muito o que mudar para que a not\u00edcia seja realmente boa. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101681_informativo.pdf\" target=\"_blank\">A porcentagem de negros nas institui\u00e7\u00f5es privadas ainda \u00e9 de 46,6%<\/a>. E quando falamos em p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, o grupo ainda representa menos de 30%, fazendo com que ainda seja pouco comum a presen\u00e7a de docentes e pesquisadores negros nas institui\u00e7\u00f5es brasileiras. A desigualdade aumenta ainda mais nos cargos de lideran\u00e7a e quando esses atores seguem para o mundo do trabalho.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>Qual o impacto dessa disparidade na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento (ci\u00eancia) e transfer\u00eancia de saberes (educa\u00e7\u00e3o)?<\/em> Convidamos pesquisadores e docentes do IF Baiano para comentar o tema, contar suas trajet\u00f3rias na pesquisa e vislumbrar caminhos para tornar a ci\u00eancia e a educa\u00e7\u00e3o no Brasil mais conscientes de sua identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9bora Sim\u00f5es \u00e9 professora de Hist\u00f3ria no IF Baiano, <em>Campus <\/em>Guanambi. Est\u00e1 concluindo o doutorado em Antropologia Social e j\u00e1 pesquisou sobre comunidades quilombolas, baianas de acaraj\u00e9 e hoje investiga as festividades de Santa B\u00e1rbara. Ainda no ensino m\u00e9dio, come\u00e7ou a questionar como a Hist\u00f3ria estava sendo contada em sala de aula. Por exemplo, sempre se referiam aos negros como escravos, e n\u00e3o como escravizados, o termo utilizado pela historiografia hoje. \u201c[Escravo] \u00e9 um termo errado porque remete a uma condi\u00e7\u00e3o nata do sujeito. O africano, que foi tirado da sua terra natal e trazido para trabalhar for\u00e7adamente nas Am\u00e9ricas, n\u00e3o nasceu escravo. Ele foi escravizado\u201d, explica a antrop\u00f3loga. \u201cEnt\u00e3o, os livros e como eu aprendi a hist\u00f3ria no meu ensino m\u00e9dio, me davam a suspeita de que poderiam ter mais hist\u00f3rias dentro daquelas hist\u00f3rias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 57%\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"730\" height=\"584\" src=\"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/debora-simoes-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18406\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201c<strong>O que me despertou para as minhas quest\u00f5es de pesquisa foi entender que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho emancipat\u00f3rio.<\/strong> <strong>E, certamente, meus temas de pesquisa foram direcionados pelo meu lugar social no mundo como mulher negra.\u201d<\/strong> (D\u00e9bora Sim\u00f5es, docente do IF Baiano no <em>Campus <\/em>Guanambi)<\/p><\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Formado em Hist\u00f3ria, o docente Roberto Carlos Santos, do IF Baiano, <em>Campus <\/em>Governador Mangabeira, teve sua carreira como pesquisador iniciada ap\u00f3s anos de experi\u00eancia em sala de aula e suas quest\u00f5es de pesquisa passaram a refletir temas que se fortaleceram durante o per\u00edodo. \u201cLembro perfeitamente das lutas do movimento social, popular, pela implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas afirmativas, que era um debate que j\u00e1 acontecia no final dos anos 90 e que tomaram forma no in\u00edcio do s\u00e9culo 21\u201d. Mas, o fundamental foi a aprova\u00e7\u00e3o da Lei 10.639, de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino da Hist\u00f3ria e Cultura Afro-brasileira nas escolas, e que o levou a fazer uma especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante essa trajet\u00f3ria, Roberto cruzou com muitos pesquisadores negros, grandes refer\u00eancias at\u00e9 hoje, mas relembra que \u201celes n\u00e3o eram vistos socialmente como negros\u201d. A ainda desigual participa\u00e7\u00e3o de negros no ambiente acad\u00eamico encontra raz\u00f5es, segundo ele, na pr\u00f3pria natureza da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento e da ci\u00eancia moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 trinta anos atr\u00e1s, como a base cient\u00edfica de tradi\u00e7\u00e3o euroc\u00eantrica, liberal e estadunidense se criou numa concep\u00e7\u00e3o de que a ci\u00eancia moderna tem paradigmas que expressam verdades e, dentre essas concep\u00e7\u00f5es de verdade, h\u00e1 a de que a ci\u00eancia \u00e9<em> &#8216;como se n\u00e3o tivesse cor&#8217;<\/em>, como se n\u00e3o tivesse uma base geogr\u00e1fica. A ci\u00eancia se imp\u00f5e e se legitima pelo estatuto do m\u00e9todo e esse m\u00e9todo teve um ber\u00e7o: no Ocidente, na Europa e nos grandes centros, como Estados Unidos, Canad\u00e1. O que o nosso querido Boaventura de Sousa Santos chama de uma base epistemol\u00f3gica do norte, n\u00e3o apenas norte como uma refer\u00eancia geogr\u00e1fica, mas esta base que imp\u00f4s um colonialismo do pensamento\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 59%\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"936\" src=\"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/foto-roberto01-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18417\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left\"><p><strong>\u201cA localiza\u00e7\u00e3o de professores negros, em determinados nichos de pesquisa, sempre foi mais acentuada na \u00e1rea das ci\u00eancias humanas e sociais e na pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o. Em certa medida, h\u00e1 uma divis\u00e3o social do conhecimento posto na sociedade e aqueles que seriam os estudantes com menos possibilidade de ingressarem em cursos de maior prest\u00edgio buscam essas \u00e1reas.\u201d <\/strong><em>(Roberto Santos, historiador, docente do IF Baiano e Coordenador da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria e Cultura Afro-brasileira e Ind\u00edgena)<\/em><\/p><\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Outro olhar negro trazido para o di\u00e1logo \u00e9 o do egresso do IF Baiano, Jos\u00e9 Carlos dos Santos, que cursou ensino m\u00e9dio no IF Baiano, <em>Campus <\/em>Santa In\u00eas. Hoje cientista, estuda o desenvolvimento de tratamentos para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata no Centro Alem\u00e3o de Pesquisa do C\u00e2ncer (DKFZ, na sigla em alem\u00e3o). <\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador trabalha no desenvolvimento de terapias para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, que trazem um novo conceito, chamado de \u201c<em>teran\u00f3stico<\/em>\u201d. Tais terapias, ao mesmo tempo em que tratam o c\u00e2ncer, s\u00e3o capazes de fazer o rastreamento tumoral (diagn\u00f3stico). A primeira fase da pesquisa (cl\u00ednica, com teste em um grupo de pacientes) j\u00e1 foi conclu\u00edda e os resultados t\u00eam sido positivos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 53%\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"984\" height=\"1015\" src=\"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/jose-carlos-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18414\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>\u201cO que me despertou para a ci\u00eancia e para as<\/strong> <strong> quest\u00f5es da pesquisa de hoje foi a necessidade e a car\u00eancia de cientistas. E minha grande motiva\u00e7\u00e3o foi saber que eu poderia usar meu conhecimento pra fazer algo para o mundo, tornar meu conhecimento instrumento, servi\u00e7o, para cuidar do outro.\u201d <\/strong>(<em>Jos\u00e9 Carlos dos Santos, egresso do IF Baiano e pesquisador do Centro Alem\u00e3o de Pesquisa do C\u00e2ncer)<\/em>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Hoje pesquisador \u00e0 n\u00edvel internacional, Carlos n\u00e3o deixa de reconhecer que seu primeiro despertar para a curiosidade cient\u00edfica se deu no IF Baiano, <em>Campus <\/em>Santa In\u00eas, nas aulas de Biologia da professora Laura. \u201cEu sou cria do IF Baiano. Participei de um projeto de pesquisa com plantas medicinais com a professora Laura Maria, de Biologia, e foi, na verdade, esse momento que me tornou e me empoderou para ser o cientista que sou hoje\u201d, relembra.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda n\u00e3o somos muitos dentro da pesquisa\u201d, frisa Carlos, sobre a presen\u00e7a de negros na ci\u00eancia. \u201dO conhecimento ainda \u00e9 um privil\u00e9gio dos brancos. Eu lembro de uma hist\u00f3ria muito marcante de quando trabalhei nos Estados Unidos. Eu n\u00e3o tinha nenhum colega negro no laborat\u00f3rio, eu era o \u00fanico. Os negros que trabalhavam nesse hospital eram seguran\u00e7as. De repente, no meu primeiro dia, \u00e0s seis horas, entraram dezenas de mulheres negras para fazer limpeza. E quando elas me viram elas se assustaram, depois sorriram, porque elas se sentiram representadas\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caminhos para a consci\u00eancia negra na educa\u00e7\u00e3o e na ci\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Como ampliar a consci\u00eancia negra na ci\u00eancia, na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, na educa\u00e7\u00e3o? Nossos personagens, que vivem, pesquisam, e praticam a realidade de ser negro nos ambientes acad\u00eamicos e cient\u00edficos, apontam caminhos e concordam no mesmo ponto: educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jos\u00e9 Carlos, \u00e9 preciso inspirar crian\u00e7as e jovens, desde a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. \u201cMelhorar a autoestima dos nossos alunos, dizer que eles s\u00e3o capazes, mostrar que eles precisam ocupar o espa\u00e7o deles. Acredito tamb\u00e9m no papel das cotas, porque n\u00f3s temos uma d\u00edvida muito grande. Sei que \u00e9 uma forma de resolu\u00e7\u00e3o de problemas a longo prazo, mas como temos uma d\u00edvida muito gritante, essa \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de amenizar essa dor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para D\u00e9bora, a come\u00e7ar, \u00e9 preciso pensar na educa\u00e7\u00e3o como um espa\u00e7o antirracista. \u201cO racismo precisa ser estudado. Muitos pesquisadores, negros e n\u00e3o negros tamb\u00e9m, escreveram livros com teorias muito importantes que a gente n\u00e3o estuda. A gente perceber que vive numa sociedade racista \u00e9 um passo importante para lutar e ser antirracista&#8221;. Ela tamb\u00e9m pontua a necessidade de mais forma\u00e7\u00e3o sobre a <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm#:~:text=LEI%20No%2010.639%2C%20DE%209%20DE%20JANEIRO%20DE%202003.&amp;text=Altera%20a%20Lei%20no,%22%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.\" target=\"_blank\">Lei 10.639\/2003<\/a> para os professores que n\u00e3o s\u00e3o das ci\u00eancias humanas. &#8220;Tamb\u00e9m para os professores das \u00e1reas de exatas, das \u00e1reas t\u00e9cnicas\u201d, complementa. <\/p>\n\n\n\n<p>O modelo de institui\u00e7\u00f5es formadoras como o IF Baiano, \u00e9 um caminho, segundo Roberto Carlos. \u201cOs nossos Institutos Federais, nessa atual configura\u00e7\u00e3o, desde 2012, s\u00e3o uma possibilidade que est\u00e1 na ordem da nossa utopia de criar uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade e que tem a supera\u00e7\u00e3o daquilo que era uma l\u00f3gica profissionalizante e tecnicista.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p>E complementa: &#8220;Quando se tem estudantes que iniciam na pesquisa, entram na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e podem fazer uma pesquisa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, recebendo uma bolsa do CNPq, do ponto de vista da curiosidade e da imagina\u00e7\u00e3o daquela crian\u00e7a pobre, negra, perif\u00e9rica, e que vai ter condi\u00e7\u00f5es de fazer um curso de nivelamento, que vai ter condi\u00e7\u00e3o de fazer um curso de l\u00edngua estrangeira, essa \u00e9 uma explos\u00e3o de possibilidades.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte para os dados: https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101681_informativo.pdf<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fechando o m\u00eas do Novembro Negro, compartilhamos hist\u00f3rias e depoimentos de docentes e pesquisadores do IF Baiano que tiveram suas trajet\u00f3rias marcadas pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":18414,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,5,10],"tags":[332],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18403"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18403"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26629,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18403\/revisions\/26629"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ifbaiano.edu.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}