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IF Baiano integra evento do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) sobre pesquisas com licuri
Atualizado em 19 de junho de 2020 às 15:38 horas | Publicado em 19 de junho de 2020 às 14:59 horas

8ª edição do Workshop Potencial Biotecnológico da Caatinga apresentou trabalhos e pesquisas sobre licuri desenvolvidos no país.

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O IF Baiano, instituições públicas de ensino e organizações voltadas à agricultura familiar e preservação do meio ambiente participaram na última segunda-feira (15) de um workshop sobre as potencialidades do licuri. A discussão, que ocorreu por meio de plataforma online, integrou a programação da 8ª edição do Workshop Potencial Biotecnológico da Caatinga, promovido pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O evento que, além do IF Baiano, teve participação da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), da Comunidade do Entorno do Parque Nacional do Catimbal, da Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (COOPES), da Associação dos Agricultores Familiares da Serra do Agrodoia e do Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga, pautou as ligações existentes entre o conhecimento popular e o científico para o reforço dos benefícios do licuri, planta típica da Caatinga. Com essa proposta, foram apresentados trabalhos e pesquisas que estão sendo desenvolvidos com o licuri, a exemplo de estudos para a utilização do fruto em procedimentos estéticos, tratamento de patologias em animais e para a saúde humana.

O IF Baiano foi representado pelo doutor em Ciências Agrárias e professor do Campus Santa Inês, Aurélio José Carvalho. “Participamos desse evento enquanto instituição federal e falamos sobre a importância dessa planta que existe há mais de 130 milhões de anos na região semiárida. Discutimos a relevância da preservação dos licurizeiros e sua contribuição tanto para as populações, quanto para a universidade”, comentou o professor.

Carvalho também falou na reunião sobre a importância do óleo do licuri para o processo de cicatrização da pele, comprovada em pesquisa pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também presente no encontro. “Foi muito interessante porque contou com a presença de várias entidades, inclusive o IF Baiano, agregando boas discussões acerca da preservação dessa planta, o que consequentemente implica em potenciais econômicos e intensificação do uso pela medicina”.

O professor Aurélio Carvalho também fez comentários que estão presentes no seu livro “Manual do Licuri”, o qual tem coautoria do ex-professor do IF Baiano e atual do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Márcio Ferreira, e da presidente da Cooperativa de Produção do Piemonte Norte do Tapicuru, Josenaide Alves. A publicação, de 2016, é resultado de conversas com agricultores sobre a cultura do agroextrativismo no semiárido. Segundo ele, o livro aborda questões que envolvem o processamento e a extração de óleo do licuri. “A atividade básica é o diálogo constante entre o conhecimento popular e o conhecimento científico para a promoção do desenvolvimento sustentável dos territórios da agricultura familiar camponesa”, explicou.

O VIII Workshop Potencial Biotecnológico da Caatinga acontece até hoje (19) e a programação pode ser conferida no site do Insa. Este ano, o evento foi realizado de forma online por conta da pandemia e tem o intuito de, em todas as edições, abordar temáticas voltadas ao bioma típico do Nordeste e exclusivamente brasileiro, a caatinga.

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