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IF Baiano teve dois programas de computador registrados no INPI em 2019
Atualizado em 30 de janeiro de 2020 às 16:37 horas, por Bianca Brito
Publicado em 29 de janeiro de 2020 às 17:53 horas, por Bianca Brito
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Programas de computador, desenvolvidos no IF Baiano, obtiveram certificados de registro de software junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI), em 2019. Tratam-se dos programas CAU – Central de Autenticação Unificada, uma ferramenta de autenticação e administração de diretórios, e ARK, um sistema voltado para o gerenciamento zootécnico de rebanhos.

O desenvolvimento desses programas de computador representa avanços em termos de inovação na instituição. De acordo com a chefe do Núcleo de Inovação Tecnológica do IF Baiano (NIT), Jaqueline Vieira, os registros “comprovam que os servidores e discentes estão entregando produtos e processos tecnológicos que envolvem a realização de avanços científicos, tecnológicos ou solução de incertezas científicas em bases sistemáticas.”

Saiba mais sobre os programas:

CAU – Com registro expedido pelo INPI em novembro do ano passado, o programa CAU – Central de Autenticação Unificada, faz o gerenciamento centralizado do registro de usuários que utilizam os sistemas providos pelo IF Baiano. A ideia de desenvolver o software surgiu por conta da dificuldade de gerenciamento descentralizado de usuários com acesso a vários sistemas, pois estes tinham sua própria base de dados e realizavam a verificação e validação localmente. “Com isso, era preciso criar registro de usuário em cada sistema para subsidiar as suas operações, tornando a operacionalização uma tarefa dispendiosa e propensa a inconsistência”, conta o servidor e desenvolvedor do programa, Lyandro Santana, que atua na Diretoria Tecnologia da Informação do IF Baiano (DGTI), na Reitoria.

Assim, o software CAU foi desenvolvido para solucionar estes problemas técnicos, fornecendo uma interface web, o que torna a manipulação dos dados mais intuitiva. “Hoje, quando um usuário é cadastrado pelo CAU, a ferramenta sincroniza os dados com o SUAP [Sistema Unificado de Administração Pública], faz o provisionamento de contas contas de e-mail institucional para os servidores e no Microsoft Office365 para os alunos. Uma vez cadastradas essas informações, os usuários já podem ter acesso a todos os sistemas institucionais utilizando as mesma credenciais de autenticação”, explica Santana.

ARK – Desenvolvido por pesquisadores do grupo de estudos “Fábrica de software”, do Campus Santa Inês, o ARK é um pacote de aplicações pensado para fazer o gerenciamento zootécnico de rebanhos. O programa teve seu certificado de registro expedido pelo INPI em dezembro de 2019. Batizado de “Ark” em uma alusão à Arca de Noé, o software traz a possibilidade do cadastramento de animais, controle da natalidade, geração de relatórios com base em índices zootécnicos acerca dos animais cadastrados no sistema, dentre outras funcionalidades. A ideia surgiu a partir de uma demanda do campus que necessitava de um sistema para controlar o rebanho caprino.

Atualmente, os desenvolvedores estão em fase de conclusão do primeiro aplicativo do pacote, o Caprinfo, e iniciando os trabalhos do segundo aplicativo, Bovinfo. “Além disso, estamos amadurecendo a ideia de implementarmos uma funcionalidade no sistema baseada em Internet das coisas (IOT) para medir o bem estar dos animais em seus habitats”, conta Allan, um dos autores do programa. Segundo ele, o recurso funcionaria à base de sensores espalhados nos locais onde os animais vivem, medindo parâmetros como umidade, temperatura e sons. “Com base nesses dados, mediríamos o grau de bem estar dos animais, algo muito considerado pelos criadores, por ter reflexos diretos na produtividade”, complementa.

Próximos passos

Após o registro junto ao INPI, os desenvolvedores seguem trabalhando para garantir o funcionamento dos programas, inclusive tendo em vista a possibilidade de comercialização mediante um contrato de licença. De acordo com a chefe do NIT/IFBaiano, quando esses produtos são lançados no mercado, eles devem estar aptos a garantir, “durante o prazo de validade técnica da respectiva versão, que os usuários possam ter prestação de serviços técnicos complementares relativos ao adequado funcionamento do programa, consideradas as suas especificações, conforme o art.8º da Lei nº 9.609/98”.

Caso o programa de computador seja embarcado em algum dispositivo ou equipamento inovador, após o registro, os autores devem solicitar o pedido de depósito da patente junto ao Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT).

O IF Baiano, por meio da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propes) vem atuando no sentido de incentivar a comunidade acadêmica em desenvolver projetos, produtos e processos inovadores. Para isso, estimula a participação em editais internos, que visam à concessão de bolsas de Pesquisa e Desenvolvimento Experimental, a participação em mostras de iniciação científica e eventos externos e ao empreendedorismo.

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