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Após repercussão internacional, pesquisadores do IF Baiano são homenageados pela Câmara de Valença
Atualizado em 18 de junho de 2019 às 9:46 horas | Publicado em 18 de junho de 2019 às 9:43 horas

Projeto com tecnologia assistiva de baixo custo participou de evento nos EUA em maio

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Professores e alunos do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), campus Valença, que desenvolveram um dispositivo para possibilitar a comunicação de pessoas acometidas pela ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) foram homenageados pela Câmara Municipal de Valença, no dia 10 de junho. A pesquisa intitulada ACAPELA (Aparelho de Comunicação Alternativa para Pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica) foi um dos nove projetos escolhidos na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) para representar o Brasil no Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF) que aconteceu em maio deste ano e levou alunos do IF Baiano aos Estados Unidos.

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No mercado, já há tecnologia parecida, mas o dispositivo (um óculos) desenvolvido pelos estudantes Evandro Moreno, Hillary Nunes e Saulo Marcos, sob orientação dos professores Leandro Teixeira e Gustavo Sabry, tem sido premiado e reconhecido por sua acessibilidade e baixo custo de produção. Segundo Gustavo, o único sistema semelhante ao ACAPELA disponível no mercado, em sua versão mais simples, custa 9 mil reais e obriga o paciente a ter um computador. Já o ACAPELA independe do computador para o seu funcionamento, mas permite que, se for de seu interesse, o paciente possa manuseá-lo. As versões desenvolvidas custam entre 200 e 350 reais.

Colocar tecnologia de ponta a serviço da saúde e da qualidade de vida das pessoas é o que tem movido o trabalho dos professores Leandro e Gustavo, em parceria desde 2017. Gustavo explica que a ELA é uma doença rara e que quanto menos pessoas um problema de saúde atinge, menos lucrativo se torna desenvolver tecnologias voltadas a ele. Por isso, conclui, “para muitos portadores da ELA, algo fundamental como a comunicação ainda é inacessível”. O professor reforça a importância das pesquisas realizadas pelas instituições públicas de ensino, que se diferenciam dos estudos feitos por corporações comerciais por seu caráter humano e social.

“Desenvolver um trabalho como esse faz com que os alunos tenham uma visão mais cidadã, engajem-se pelo bem da sociedade e se interessem por criar produtos que possibilitem acesso e equidade”, afirma Gustavo. Para o bolsista da pesquisa, Saulo Marcos, participar do projeto foi uma experiência única, especialmente, diante da repercussão do trabalho. “Vimos a importância do nosso projeto e de projetos semelhantes na vida das pessoas e pudemos perceber que, de alguma forma, podemos melhorar a qualidade de vida de muita gente”, conta Saulo.

Os três estudantes envolvidos na pesquisa cursam o ensino médio integrado ao técnico. São jovens, aprendendo cedo a fazer pesquisa de ponta. Para o docente Leandro, é muito interessante iniciar alunos de nível médio na pesquisa, pois eles percebem que ser cientista não é algo distante e podem ter acesso a uma jornada longa e de sucesso na ciência. O professor explica ainda que o compromisso do aluno com o projeto interfere em seus resultados em sala de aula e no seu amadurecimento. “A pesquisa faz com que o jovem se interesse mais pelos estudos, pois o método de pesquisa científica pressupõe disciplina, responsabilidade e estudo”, afirma Leandro.

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