Estudantes apresentam trabalhos científicos e relatos de experiência na V MIC

DSC_7751Mais de 250 projetos foram apresentados durante a realização da V Mostra de Iniciação Científica (MIC) do IF Baiano. Nesta edição, foram agregados ao evento três seminários: de Iniciação em Extensão, de Pós-graduação e o Seminário de Pesquisa, Extensão, Inovação e Cultura do Território do Sisal.

Para o Pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Delfran Batista, ampliar o evento é uma ação inevitável que vem junto com o crescimento do IF Baiano desde sua primeira MIC. “A maturidade institucional em relação a pesquisa e tecnologia, a consolidação da indissociabilidade de seus pilares, o aumento dos cursos de pós-graduação e as ações de extensão. Tudo isso gera novos produtos que precisam ser publicizados para sociedade”, afirmou. (mais…)

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IF Baiano lança aplicativo sobre cuidados com as águas a partir de narrativas indígenas

Fruto dkiririe um ano e quatro meses de pesquisa, foi criado um aplicativo sobre cuidados com as águas a partir das narrativas dos índios Kiriri. O projeto, denominado Tec-Iara, foi fomentado pela chamada nº 18/2015 da Agência Nacional das Águas e Capes e consistiu no levantamento das narrativas dos povos indígenas do Território Semiárido Nordeste II, pelo Grupo de Pesquisa e Estudos em Lavouras Xerófilas (IF Baiano/CNPq).

Por meio de jogos didáticos eletrônicos e jogos como quebra-cabeças, abordando temas como o ciclo hidrológico associado à conservação dos solos, produção em sistemas agrícolas agroecológicos e uso racional da água para população humana e animais, o aplicativo foi desenvolvido para atender a educação do campo, especialmente jovens do Ensino Básico na Caatinga e na Mata Atlântica na Bahia, em especial, nas Escolas Indígenas.

Participam também do processo de pesquisa, os estudantes Janderson Guirra e Roberta Rocha, da Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, ofertada pelo IF Baiano – Senhor do Bonfim.

História e Cultura

Além de informações científicas, o app traz a narrativa da Cobra Grande que remonta a história dos Kiriris, que viviam numa região onde havia três lagoas. De acordo com a narrativa, essa cobra teria cerca de 6 km e saia das áreas mais altas para boiar sobre as águas. Algumas pessoas viam o “Encantado das Águas”, outras não. A narrativa gerava, na comunidade, um respeito pelo ser e pelo local.

DSC06592-1 (2)A cultura indígena não tem a nossa normativa de leis. Então, são estas narrativas que conduzem às práticas que vão determinando como é os cuidados com as águas, com a fauna, a questão da caça, e vão estabelecendo como se dá esta relação entre o homem, que está localizado naquela região, sua cultura e o meio ambiente”, pontua o professor Aurélio Carvalho.

Outro paralelo entre a narrativa e a história dos Kiriris, é a retomada dos rituais antigos e a retomada da terra. “Participaram da Guerra de Canudos e no retorno da guerra, o território deles estava ocupados por não-índios. Então, eles ficam margeando o território deles”, rememorou Carvalho.

Conforme o professor, há dez anos, não há mais água, na região onde se encontrava as lagoas do Território Kiriri. A perspectiva do jogo é recuperar a narrativa e despertar para recuperação das lagoas. “A recuperação é possível, através de desassoreamento, que é mecânico, e junto com eles, um trabalho de revegetação, de cuidado em relação ao tipo e a forma que vai se plantar”, afirmou Aurélio.

Identidade

Um outro ponto que o professor Aurélio chama a atenção é a necessidade de desconstruir o estereótipo de índio. Para ele, o índio que a escola básica traz é aquele de 1500, não é o índio contemporâneo, que tem contato com mundo não-índio e tecnologias. “Eles têm celular e nem por isso deixaram de ser índios. Não é porque você tem contato com outro povo que não é o seu, você deixa de ser aquilo que você é. É uma identidade que se renova”, constatou.

O grupo de pesquisa esteve nos território indígenas Tupinambá, Kaibé e Kiriris, que foram escolhidos para o desenvolvimento do trabalho em razão da narrativa da Cobra Grande e do assoreamento de seus mananciais. Os Kiriris se dividem em várias facções, mas o contato maior do grupo foi com uma das facções mais antigas da região, liderada pelo Cacique Lázaro.

No processo de aproximação cultural, o professor observou que a influência das drogas sobre os jovens indígenas não é tão forte, como em outras comunidades em situações de vulnerabilidade. “Essa identidade cultural os fortalece e os torna, relativamente, imunes a este tipo ataque externo. Isso é um processo muito interessante e notório em Serra do Padeiro, com os Tupinambás e também com os Kiriris”, disse.

Desafios e perspectivas

app_kiririO aplicativo está disponível no Google Play para download gratuito. Para Aurélio, a criação do app traz a possibilidade de diálogo entre os cursos de informática e da área das agrárias no IF Baiano e ressalta que o aplicativo não está pronto e acabado, mas trata-se de uma proposta inicial que poderá ser aperfeiçoada, inclusive para contemplar outras narrativas e aplicar em mais escolas do Território. Há ainda a expectativa de apresentar o projeto, em 2018, no 8º Fórum Mundial das Águas, em Brasília.

Aurélio também enfatizou a missão institucional de atender essas comunidades e as demandas dos Territórios de Identidade. “Eles tem necessidades de cursos e precisamos pensar como atender a essas comunidades. São coisas a médio e longo prazo para o Instituto responder e função da extensão: ver a problemática que se tem, trazer para pesquisa e para o ensino. Há necessidade de, organicamente, estarmos próximos desse grupos, entrar nessas comunidades, caminhar para fortalecimento da agroecologia e do Instituto junto a essas populações que mais carecem da ação do Estado”.

Baixe o app Kiriri no Google Play

Saiba mais: http://www.kiriri.com.br/

Fotos: Arquivo pessoal de Aurélio Carvalho e Print de tela do aplicativo

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Oficinas promovidas pelo Campus Teixeira capacitam e empoderam mulheres no Extremo Sul Baiano

O poder da troca de conhecimentos e da valorização dos saberes foi o ponto de partida para a realização de um projeto, iniciado no IF Baiano Campus Teixeira de Freitas, que está empoderando mulheres de comunidades rurais do extremo sul da Bahia. A iniciativa consiste na realização de oficinas comunitárias para aprendizado de práticas socioprodutivas e disseminação de política territorial.

A ação parece simples: capacitar mulheres em oficinas voltadas para o “modo de fazer”. Mas, vai muito além disso. Através do aprendizado sobre produção de doces e compotas, por exemplo, essas mulheres tem a possibilidade da inclusão socioprodutiva. Dessa forma, o ensino prático aliado à informação, tem um impacto muito significativo: aumento da participação de mulheres nas plenárias e ações do território, fortalecimento de associações rurais, qualificação da produção e comercialização de produtos das comunidades bem como melhoria na integração de mulheres dos municípios do território são alguns dos resultados relatados por quem coordena os trabalhos. (mais…)

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Projeto InfoValença busca oportunizar e aproximar IF Baiano da comunidade

Inscrições para curso de informática
vão até 31 de agosto
De um conversa com estudantes sobre a importância da existência de políticas de inclusão digital na região de Valença, o professor de informáticaGustavo Sabry pensou e criou o projeto de extensão “InfoValença: um projeto de inclusão digital para a população de Valença/BA”. “Arenda domiciliar per capita mensal dos cidadãos é extremamente baixa, o que acarreta na falta de oportunidades para grande parte desses, principalmente no ramo tecnológico”, diz Sabry. 

A proposta que começou em junho objetiva “dar oportunidades para todos e prepará-los (moradores)para o mercado de trabalho de uma forma mais qualificada, uma vez que sabemos que o avanço tecnológico está em bastante crescimento e conhecimentossobre informática estão se tornando cada vez mais necessários. Ao fim do curso, esperamos ter dados para que possamos melhorar e/ou ampliar o projeto, buscando parcerias e beneficiando a comunidade local”, explica o professor.
Para esta primeira edição do curso gratuito de informáticaque será ofertado para duas turmas (uma de adolescentes –12 a 17 anose outra de adultos –a partir de 18 anos), 50 participantes terão acesso a conteúdos como: evolução da informática; sistemas operacionais; hardwaree software; internet e segurança na internet; editor de texto (Writer); criação de apresentações (Impress); planilhas eletrônicas(Calc). “Éimportante proporcionar acesso a computadores às pessoas que não tiveram (ou não têm) oportunidade, uma vez que o mundo moderno está cada vez mais focado na evolução tecnológica. Oportunidades como essa são essenciais para uma integração benéfica entre o Instituto e a sociedade local”, enfatiza Gustavo.
Sabry destaca que espera “manter esse projeto nos próximos anos para aproximar o Instituto e a comunidade, trazendo benefícios para todos. É extremamente importante para os alunos do IF Baiano terem contato com a realidade local e se aproximarem dos cidadãos, repassando o que aprenderam”, conclui.



Duração: 7 meses


Equipe:

Gustavo de Araujo Sabry (orientador);

Alessandra Conceição dos Santos, Aline Alves da Silva, Karolyne de Oliveira e Kivia Karolainne Silva de Queiroz (estudantes).


Certificado ao fim do curso

Fotografia: Acervo pessoal / Gustavo Sabry

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