Mulheres do IF Baiano falam sobre participação em ciência e tecnologia

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas é um dos desafios globais propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em sua agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Uma das metas do eixo é aumentar a participação de mulheres nos mais diversos espaços sociais, e, dentre eles, está o universo da ciência e tecnologia.

A disparidade de gênero nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática é realidade na maioria dos países. De acordo com estimativas do Instituto de Estatísticas da UNESCO (UIS), divulgados em fevereiro, as mulheres atualmente representam menos de 30% da força de trabalho de pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo.

Desafiar os estereótipos, valorizar e reconhecer o trabalho de mulheres, promover mais oportunidades? Quais seriam as ferramentas para ampliar a participação de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia? Conversamos sobre o assunto com mulheres do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano e elas têm muito a dizer. Leia Mais

Servidora do IF Baiano reflete sobre o papel da Mulher

O papel de cuidadora, administradora das tarefas do lar, submissa e oprimida pela hierarquia masculina são características ainda sentidas na sociedade, em razão do patriarcado. Até o século XIX, a história das mulheres era relatada por homens. Em 1930, mulheres lutaram pelos direitos políticos, mas só a partir das décadas de 70 e 80, o movimento feministas e de mulheres entram em cena.

Ser mulher, no Brasil, é potencializar a luta contra o patriarcado, categoria fundante da opressão feminina, é não permitir que marcadores de diferença (racismo, sexismo, machismo, lesbofobia, geração, território, classismo) nos segregue”, disse Maria Asenate Franco, assistente social do IF Baiano – Campus Governador Mangabeira e doutoranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo, na UFBA.

Nesta entrevista ao Blog Bem Baiano, Asenate comenta sobre o tema, em razão da data comemorativa do dia 8 de março. Ela desenvolve trabalho com mulheres trabalhadoras rurais desde 2013 e, atualmente, estuda sobre violência de gênero contra mulheres trabalhadoras rurais das cidades de Governador Mangabeira e Muritiba, na Bahia. Leia Mais