Campus Valença

Estudantes do IF Baiano apresentam projetos inovadores na Febrace

Três projetos de jovens cientistas do IF Baiano foram selecionados e apresentados na 16° edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). O evento reúne projetos feitos por estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o Brasil.

Os projetos de estudantes do IF Baiano fazem parte de um número de 346 trabalhos selecionados dentro de um universo de 2.250 mil inscritos para essa edição da Febrace, a maior mostra brasileira de projetos pré-universitários em ciências e engenharia e também uma vitrine para jovens pesquisadores. Durante os dias de evento, que ocorreu de 13 a 15 de março na Poli-USP, em São Paulo, estudantes e professores dos campi do IF Baiano em Valença, Catu e Santa Inês participaram das atividades e puderam apresentar projetos de destaque desenvolvidos no instituto.

Vamos conhecer os trabalhos?

CoLiBRI: Controle remoto para pessoas com limitação visual baseado em reconhecimento e interpretação de comandos de voz (Campus Valença)

A originalidade do nome já traz uma dica do quanto esse projeto, desenvolvido por jovens pesquisadores do Campus Valença, é inovador. Desenvolvido pelos estudantes do curso técnico em Agroecologia, Luana Oliveira, Carlos Eduardo e Vitor Rosenberg sob a orientação dos professores Gustav Sabry e Leandro Teixeira, o projeto CoLiBRI transforma tecnologia em inclusão social, trazendo a possibilidade de melhorar o manuseio de aparelhos televisivos a partir da criação de um controle remoto que reconhece comandos de voz do usuário e envia para a televisão.

ifbaiano-valenca-febraceO projeto foi iniciado em 2017 com o objetivo de auxiliar pessoas com limitação visual. “A ideia de desenvolver pesquisas com tecnologias assistivas se deu a partir do momento que nosso campus recebeu a primeira aluna portadora de necessidades especiais”, relatou um dos professores orientadores, Leandro Teixeira. “As tecnologias assistivas tendem a ser muito caras e, desse modo, inacessíveis. Queremos que qualquer pessoa possa ser beneficiada por nossa pesquisa, independente de classe social”, afirmou o docente.

A participação na Febrace reforçou a relevância da pesquisa e proporcionou uma experiência única para os jovens cientistas. “É uma experiência ímpar. Pudemos conhecer trabalhos de todo o país, trocar conhecimentos, crescer academicamente e fazer amizades. Já havíamos participado de eventos menores. É a nossa primeira vez em evento desse porte”, avaliaram os estudantes.

Projeto premiadoDurante o evento, foram premiados diversos projetos que se destacaram dentro de suas categorias. O projeto CoLiBRI, do IF Baiano Campus Valença, foi premiado em quarto lugar na categoria Engenharia, onde concorreu com outros 79 trabalhos. A equipe ColiBRI também ganhou credenciais para participação na FENECIT (Feria Nordestina de Ciência e Tecnologia), que ocorrerá em Recife, Pernambuco.

Assista o vídeo sobre o projeto

Automação e registro de dados em abrigos escamoteadores para leitões: avaliando a eficiência energética (Campus Santa Inês)

Utilizando uma tecnologia simples, estudantes do campus Santa Inês, orientados por professores da área de física, conseguiram resultados promissores na redução de consumo de energia em equipamentos utilizados na suinocultura. A ideia do projeto é reaproveitar as embalagens “longa vida”, aquelas utilizadas para a conservação de alimentos, como um dispositivo gerador de energia.

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“Esse projeto que nós trouxemos para Febrace tem uma origem lá na sala de aula. Eu costumo trazer elementos de problematização para as aulas e elegi a embalagem longa vida como um equipamento gerador e discuti alguns conceitos de física térmica. E, durante alguns trabalhos escolares, um dos estudantes teve a ideia de fazer um projeto de reutilização das embalagens longa vida para o manejo de aves”, conta o professor de física, Cleber Silva, sobre o surgimento do projeto.

A pesquisa, apoiada pelo edital Primeiros Projetos, foi concluída em junho do ano passado, obtendo resultados significativos: uma redução de 42% nos experimentos, demonstrando alta rentabilidade, através de uma tecnologia de baixo custo. Hoje egresso do curso de técnico em agropecuária, Geovane Brito, participou do desenvolvimento da pesquisa, que nasceu no grupo de estudos em física do Campus Santa Inês, Galileu Galilei e foi quem apresentou o projeto na Febrace. “A gente trabalhou nele durante um ano e meio, basicamente. A maior parte do tempo a gente aprendeu automação com o coorientador, então a isso deve o tempo, o resto foi pra fazer o experimento mesmo”, lembra o jovem o cientista.

Assista o vídeo sobre o projeto

Utilização do óleo de canela na obtenção de substâncias com potenciais atividades leishmanicidas (Campus Catu)

O projeto, de autoria da estudante do curso técnico em química, Jéssica Beatriz Aragão, e orientado pelo professor Saulo Capim, vem sendo desenvolvido há um ano do Campus Catu. “A ideia surgiu devido ao alto índice de doença na Bahia e em todo o mundo, assim resolvemos obter através da canela devido as suas atividades já conhecidas, o anel tetraidropirânico, por ter muita atividade biológica para então analisar se teria atividade leishmanicida”, esclarece a estudante.

Campus Catu

De acordo com o orientador da pesquisa, a leishmaniose foi escolhida para o estudo por se tratar de uma doença que acomete parcela da população de baixa renda, sem recursos para realização de tratamentos, e que não é atendida de forma devida pelas empresas farmacêuticas. “A nossa ideia é que o nosso projeto possa despertar o interesse das indústrias farmacêuticas e assim possamos ter apoio para desenvolver novos fármacos voltados para esta doença que causa tantos transtornos para a sociedade. Os resultados obtidos até agora nos deixam muito felizes, pois das três substâncias desenvolvidas, duas delas apresentaram atividade biológica contra a leishmaniose”, ressalta Saulo.

O professor também destacou a importância da participação na feira, que é conhecida por oportunizar a descoberta de novos talentos no mundo da ciência e tecnologia. “O processo para participação é muito concorrido e estar entre os finalistas é uma tarefa muito difícil. Não tenho dúvidas que a participação da estudante na Febrace irá acrescentar muito na sua formação, pois durante toda a semana foram muitos momentos de interação e aprendizado com jovens de todas as regiões do país”.

Veja mais detalhes sobre o projeto

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