Estudantes apresentam trabalhos científicos e relatos de experiência na V MIC

DSC_7751Mais de 250 projetos foram apresentados durante a realização da V Mostra de Iniciação Científica (MIC) do IF Baiano. Nesta edição, foram agregados ao evento três seminários: de Iniciação em Extensão, de Pós-graduação e o Seminário de Pesquisa, Extensão, Inovação e Cultura do Território do Sisal.

Para o Pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Delfran Batista, ampliar o evento é uma ação inevitável que vem junto com o crescimento do IF Baiano desde sua primeira MIC. “A maturidade institucional em relação a pesquisa e tecnologia, a consolidação da indissociabilidade de seus pilares, o aumento dos cursos de pós-graduação e as ações de extensão. Tudo isso gera novos produtos que precisam ser publicizados para sociedade”, afirmou.

É isso que o estudante Antônio Lira, de licenciatura em Ciências Agrárias, foi fazer na MIC: apresentar um aplicativo para atender pecuaristas, na criação de rações. “O aplicativo gera o tipo de ração para o animal escolhido, conforme o objetivo que o produtor ten20171025_111759ha em relação ao animal e indica a quantidade de calorias necessárias. Aí, é onde a matemática entra. Ele pode calcular o quanto é necessário, permitido”, explicou. O projeto tem a orientação do professor Fulvio Vieiras e deve ficar disponível nas lojas de aplicativos com um baixo custo.

De acordo com Aline de Assis, coordenadora de pesquisa do Campus Santa Inês e avaliadora dos trabalhos da MIC, um dos critérios para avaliação dos trabalhos são: a aplicação dos projetos e o caráter científico, atribuindo uma nota de zero a dez. “Os trabalhos tem uma relevância científica muito grande, com potencial para fazer crescer a pesquisa no IF Baiano. A maioria dos apresentados aqui são de pesquisa aplicada. Isso é um grande diferencial de outros eventos científicos: as pesquisas aqui elaboradas tem uma aplicação na sociedade”, afirmou.

Extensão

Durante a MIC, aconteceu o I Seminário de Iniciação em Extensão, com apresentação oral de relatos de experiências a partir de projetos de extensão desenvolvidos por estudantes do IF Baiano, rodas de conversas, além da presença do Programa Ciência Itinerante.

O que foi apresentado aqui é muito surpreendente. Os trabalhos mostram o quanto o IF Baiano está contribuindo com a sociedade. Estamos cumprindo os objetivos de interagir: instituto e sociedade”, afirmou o Pró-Reitor de Extensão, Carlindo Rodrigues.

DSC_7817Um dos relatos de experiência foi do estudante de Engenharia Agronômica e técnico em Agropecuária pelo IF Baiano, André Lopes, sobre o projeto de viveiro de mudas que faz uma interação com escolas campesinas no Território do Velho Chico. “A gente apresenta oficinas sobre educação ambiental, a conservação do meio ambiente. É uma experiência muito bacana, onde a gente aprende no Instituto e vai passando o conhecimento para as pessoas da nossa comunidade, da nossa região”, disse.

Pós-graduação e Território do Sisal

o Seminário sobre pós-graduação trouxe discussões temáticas, através de grupos de trabalho, por exemplo: matemática, educação no campo, agroecologia, Educação de Jovens e Adultos, políticas públicas, games e comunicação, cultura. São 16 cursos lato sensu (especialização) oferecidos pelo IF Baiano. “É um espaço, sobretudo, de troca e que as pessoas voltem motivas a continuar”, disse o coordenador da Pós-graduação em Inovação Social com Ênfase em Economia Solidária, Davi Costa.

A interação do Campus Serrinha com o Território também foi lembrada durante o decorrer do evento, através do I Seminário de Pesquisa, Extensão, Inovação e Cultura no Território do Sisal. A comunidade local esteve presente, trabalhos científicos do Campus Serrinha, artísticos e culturais da região foram expostos durante a MIC. “É uma tentativa de discutir ciência no Território do Sisal, com os olhares dos movimentos sociais, universidades locais, os atores do campo e da cidade, além das apresentações que estão sendo desenvolvidas aqui para que a gente tenha uma articulação maior com o território”, disse o diretor geral, Erasto Gama.

Revista Macambira

Um dos destaques do segundo dia de MIC foi o lançamento da revista Macambira. A iniciativa surgiu a partir da criação e desenvolvimento do Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento Territorial (LAPPRUDES) do IF Baiano. O nome da revista vem de uma planta típica da caatinga, espinhenta, muito utilizada como cerca viva. “Achamos que seria um símbolo interessante para mostrar resistência e representar a caatinga”, disse Davi Costa, coordenador do LAPPRUDES.

As temáticas envolvem pesquisa em semiárido, como captação de água de chuva, processos de adaptação e convivência com seca, processos pedagógico de escola no campo em áreas de caatinga. “O IF Baiano está quase em sua totalidade no semiárido. Poucos campi escapam dessa fisiografia”, afirmou Costa.

A revista é online e semestral e a chamada para segunda edição foi lançada durante a MIC. “É uma publicação que integra os trabalhos de estudantes, técnicos, professores e pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Print Friendly

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *