A construção da cidadania pelo esporte

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É um projeto de extensão que como tal envolve os públicos interno e externo ao campus e objetiva potencializar práticas saudáveis, através de vivências de aula de Taekwondo, para a melhoria e a manutenção da saúde bem como favorecer o empoderamento dos participantes envolvidos para a construção da cidadania”, explica o professor Emilson Silva sobre a proposta do projeto.

Com o título “Proposições e perspectivas das lutas como elemento fomentador da construção da cidadania e de práticas saudáveis em escolares da rede pública de ensino do município de Itapetinga/BA*”, o projeto atende, por meio de 30 vagas, comunidades interna e externa, preferencialmente, os estudantes do ensino fundamental II e ensino médio da rede pública de ensino. “A modalidade Taekwondo, luta coreana, busca aperfeiçoar os atributos de cidadania e melhor condicionamento físico por parte dos praticantes”, relata Silva.

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Alunos e professores fazem balanço da participação do IF Baiano no JIFs Nordeste

O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) foi representado por uma delegação formada por 84 estudantes e 15 servidores na etapa regional dos Jogos dos Institutos Federais (JIFs), promovida pelo IFCE e realizada de 18 a 23 de julho, em Fortaleza. A garra das equipes e o amplo envolvimento dos campi no evento foram os principais destaques da participação do Instituto. Nove campi do IF Baiano enviaram alunos aos Jogos, superando a presença em anos anteriores.

Equipe do IF Baiano que competiu na modalidade basquete masculino.
Equipe do IF Baiano que competiu na modalidade basquete masculino.

Participando pela primeira vez de uma grande competição esportiva, Natan Maciel, aluno do Campus Guanambi, definiu a experiência como “encantadora”. Ele faz parte do primeiro time de basquete a representar IF Baiano nos Jogos. “Fiz novas amizades e aprendi muito sobre o basquete e isso me fez questionar o que eu e meus amigos já sabíamos. A oportunidade de visitar novos campi, conhecer novas cidades e instalações como o CFO [Centro de Formação Olímpica] foi maravilhosa. Achei tudo muito bem organizado e me senti importante como atleta/aluno”, contou.

As equipes de estudantes foram acompanhadas de perto por servidores do IF Baiano, que também avaliaram a participação em 2017. Segundo eles, apesar do número de estudantes ter superado edições anteriores, os resultados não foram alcançados como em outras edições: medalhas no futsal masculino e feminino, futebol de campo masculino, tênis de mesa, atletismo e judô. Este ano, apenas o futsal feminino levou medalha para casa. “Apesar de não ter conseguido alcançar o nosso objetivo, conheci novas pessoas, criei amizades fortes, adquiri experiência esportiva. Senti toda aquela motivação e inspiração durante os jogos foi algo maravilhoso, sem explicação”, relata a estudante do Campus Catu, Isabela da Silva, que competiu no handebol. (mais…)

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Projeto Margaridas estimula autonomia, formação política e qualificação de mulheres da zona rural

Você já deve ter notado que a ideia de uma sociedade com condições iguais de direitos e oportunidades entre homens e mulheres tem ganhado força na sociedade brasileira nos últimos anos. Encabeçada por grupos de mulheres e coletivos feministas, com o reforço da ampliação do acesso às novas tecnologias da informação, a difusão dessa temática vem permitindo o crescimento de políticas e ações que visam o fortalecimento e reconhecimento do papel da mulher nas esferas sociais.

No entanto, a luta é constante e, antes de atingir sua meta, tem um longo caminho a percorrer. A trajetória envolve enfrentar desafios relacionados à igualdade no mundo do trabalho, autonomia econômica, ampliação nos direitos da saúde, sexuais e reprodutivos, enfrentamento da violência, estímulo a participação nos espaços de poder e decisão e nos cargos de liderança. Nesse contexto, surge o Projeto Margaridas, regido pela Chamada Interna nº 02/2016 da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) do IF Baiano, com a ideia de “apoiar projetos de extensão que promovam o empoderamento feminino, o diálogo com as mulheres sobre políticas públicas de educação, assistência social, saúde, segurança e geração de renda”, esclarece a Coordenadora de Programas e Projetos de Extensão, Susana Bastos.

Hoje, oito projetos estão em andamento em diversos territórios baianos, promovendo empoderamento, formação política feminina e capacitação profissional para mulheres da zona rural ou periurbana, em situação de vulnerabilidade e risco social. Conheça as iniciativas: (mais…)

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VISTA AEREA DO PAIS

Conheça o sistema de Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS) do Campus Itapetinga

Pense em um único sistema para cultivo de hortaliças, frutíferas e criação de pequenos animais. Mais do que isso: sem o uso de agrotóxicos, com baixo custo de produção e tudo dentro dos moldes da agroecologia. Esse é o sistema de Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), que está sendo desenvolvido por professores e alunos do Instituto Federal Baiano – Campus Itapetinga.

Ligado ao Grupo de Pesquisa Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável, o projeto surgiu da necessidade de demonstrar uma atividade de produção sustentável para a utilização de pequenos agricultores familiares que pudesse contribuir com a diminuição da aquisição de insumos externos. Instalado dentro do campus, o sistema está funcionando como Unidade Demonstrativa (UD) e é composto por:

Vista do tanque para criação de tilápias e galpão para criação de aves!
Tanque para criação de tilápias e galpão para criação de aves do PAIS. (Foto: Gean Carlo Capinan)

Galpão rústico: constituído por mourões de madeira e tela de arame, o espaço pode alojar, em média, 30 aves de postura;

Tanque para criação de tilápias: construído no formato circular, o tanque favorece a composição do sistema no tocante ao manejo dos canteiros, construídos com 1 m de largura, sendo o comprimento determinado pelo diâmetro do galpão;

Canteiros para produção de hortaliças e plantas medicinais: os vegetais também podem ser utilizados para alimentação das aves, que retroalimentará o sistema com a produção de esterco, o qual será utilizado para adubação dos canteiros. (mais…)

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IF Baiano lança aplicativo sobre cuidados com as águas a partir de narrativas indígenas

Fruto dkiririe um ano e quatro meses de pesquisa, foi criado um aplicativo sobre cuidados com as águas a partir das narrativas dos índios Kiriri. O projeto, denominado Tec-Iara, foi fomentado pela chamada nº 18/2015 da Agência Nacional das Águas e Capes e consistiu no levantamento das narrativas dos povos indígenas do Território Semiárido Nordeste II, pelo Grupo de Pesquisa e Estudos em Lavouras Xerófilas (IF Baiano/CNPq).

Por meio de jogos didáticos eletrônicos e jogos como quebra-cabeças, abordando temas como o ciclo hidrológico associado à conservação dos solos, produção em sistemas agrícolas agroecológicos e uso racional da água para população humana e animais, o aplicativo foi desenvolvido para atender a educação do campo, especialmente jovens do Ensino Básico na Caatinga e na Mata Atlântica na Bahia, em especial, nas Escolas Indígenas.

Participam também do processo de pesquisa, os estudantes Janderson Guirra e Roberta Rocha, da Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, ofertada pelo IF Baiano – Senhor do Bonfim.

História e Cultura

Além de informações científicas, o app traz a narrativa da Cobra Grande que remonta a história dos Kiriris, que viviam numa região onde havia três lagoas. De acordo com a narrativa, essa cobra teria cerca de 6 km e saia das áreas mais altas para boiar sobre as águas. Algumas pessoas viam o “Encantado das Águas”, outras não. A narrativa gerava, na comunidade, um respeito pelo ser e pelo local.

DSC06592-1 (2)A cultura indígena não tem a nossa normativa de leis. Então, são estas narrativas que conduzem às práticas que vão determinando como é os cuidados com as águas, com a fauna, a questão da caça, e vão estabelecendo como se dá esta relação entre o homem, que está localizado naquela região, sua cultura e o meio ambiente”, pontua o professor Aurélio Carvalho.

Outro paralelo entre a narrativa e a história dos Kiriris, é a retomada dos rituais antigos e a retomada da terra. “Participaram da Guerra de Canudos e no retorno da guerra, o território deles estava ocupados por não-índios. Então, eles ficam margeando o território deles”, rememorou Carvalho.

Conforme o professor, há dez anos, não há mais água, na região onde se encontrava as lagoas do Território Kiriri. A perspectiva do jogo é recuperar a narrativa e despertar para recuperação das lagoas. “A recuperação é possível, através de desassoreamento, que é mecânico, e junto com eles, um trabalho de revegetação, de cuidado em relação ao tipo e a forma que vai se plantar”, afirmou Aurélio.

Identidade

Um outro ponto que o professor Aurélio chama a atenção é a necessidade de desconstruir o estereótipo de índio. Para ele, o índio que a escola básica traz é aquele de 1500, não é o índio contemporâneo, que tem contato com mundo não-índio e tecnologias. “Eles têm celular e nem por isso deixaram de ser índios. Não é porque você tem contato com outro povo que não é o seu, você deixa de ser aquilo que você é. É uma identidade que se renova”, constatou.

O grupo de pesquisa esteve nos território indígenas Tupinambá, Kaibé e Kiriris, que foram escolhidos para o desenvolvimento do trabalho em razão da narrativa da Cobra Grande e do assoreamento de seus mananciais. Os Kiriris se dividem em várias facções, mas o contato maior do grupo foi com uma das facções mais antigas da região, liderada pelo Cacique Lázaro.

No processo de aproximação cultural, o professor observou que a influência das drogas sobre os jovens indígenas não é tão forte, como em outras comunidades em situações de vulnerabilidade. “Essa identidade cultural os fortalece e os torna, relativamente, imunes a este tipo ataque externo. Isso é um processo muito interessante e notório em Serra do Padeiro, com os Tupinambás e também com os Kiriris”, disse.

Desafios e perspectivas

app_kiririO aplicativo está disponível no Google Play para download gratuito. Para Aurélio, a criação do app traz a possibilidade de diálogo entre os cursos de informática e da área das agrárias no IF Baiano e ressalta que o aplicativo não está pronto e acabado, mas trata-se de uma proposta inicial que poderá ser aperfeiçoada, inclusive para contemplar outras narrativas e aplicar em mais escolas do Território. Há ainda a expectativa de apresentar o projeto, em 2018, no 8º Fórum Mundial das Águas, em Brasília.

Aurélio também enfatizou a missão institucional de atender essas comunidades e as demandas dos Territórios de Identidade. “Eles tem necessidades de cursos e precisamos pensar como atender a essas comunidades. São coisas a médio e longo prazo para o Instituto responder e função da extensão: ver a problemática que se tem, trazer para pesquisa e para o ensino. Há necessidade de, organicamente, estarmos próximos desse grupos, entrar nessas comunidades, caminhar para fortalecimento da agroecologia e do Instituto junto a essas populações que mais carecem da ação do Estado”.

Baixe o app Kiriri no Google Play

Saiba mais: http://www.kiriri.com.br/

Fotos: Arquivo pessoal de Aurélio Carvalho e Print de tela do aplicativo

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