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IF Baiano contribui em projeto de criação de novo parque marinho em Salvador
Atualizado em 21 de setembro de 2019 às 10:59 horas, por Bianca Brito
Publicado em 6 de setembro de 2019 às 13:29 horas, por Bianca Brito

Unidade de conservação na praia da Boa Viagem poderá ter cavalo-marinho como espécie bandeira.

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O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) vem cooperando com a prefeitura de Salvador, por meio das secretarias de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis) e de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), em projeto para implantação de uma unidade de conservação ambiental na praia de Boa Viagem, localizada na região da cidade baixa.

Em fase de estudos preliminares, sendo elaborados por pesquisadores do IF Baiano (Grupo de Estudos Paranoá) e de outras instituições de pesquisa baianas, em parceria com a Escola de Mergulho Águas Abertas, Yacht Clube da Bahia, o Fundo da Folia e a Equipe de Salvamento Aquático Tic-Tac Kamicaze, o projeto tem como intuito criar uma unidade semelhante ao recém-criado Parque Marinho da Barra, o qual também contou com a consultoria de pesquisadores do IF Baiano para implantação. Inicialmente, os pesquisadores vem desenvolvendo estudos, relacionados aos aspectos físicos, biológicos e socioeconômicos da área, que servirão de base para que o poder público possa dar início ao processo legal.

A região da praia da Boa Viagem é um local bastante frequentado pela população da península itapagipana e por mergulhadores locais, porém, apesar das diversas referências históricas e culturais de seu entorno e das características naturais da praia, deixa de atrair visitantes e estimular a economia local por conta da falta de planejamento voltado ao turismo, como oferta de bares e restaurantes qualificados e policiamento efetivo.

Segundo o professor do IF Baiano e coordenador do projeto, José Rodrigues, a cidade perde ao não prestar atenção ao local, dos pontos de vista turísticos e ambientais. “Existia ali um atracadouro junto a uma bancada de corais que acompanha toda a praia da Boa Viagem e que faz, então, desse local a melhor praia de Salvador para o mergulho, para o banho e para a segurança do banhista”.

Outra justificativa para olhar para a área sob nova ótica, segundo o pesquisador, encontra-se no fundo do mar. “Há ali uma diversidade biológica muito grande e, além disso, também temos ali naufrágios seculares: o mais famoso pra mergulho é o Blackadder, que é um sítio arqueológico muito utilizado pelas escolas de mergulho, por ser numa área mais interna da baía de todos os santos, que sofre menos com ondulação, então tem uma condição de mergulho mais segura e, junto a isso, a riqueza biológica faz do espaço um lugar de destaque nacional e internacional”.

Apesar da biodiversidade e potencial para o turismo, a área ainda é mal explorada, afirma o pesquisador. “Além da ocupação irregular da própria praia, não há uma regulamentação, então a geração de resíduos sólidos é muito grande e não há uma coleta regular efetiva, como em outras áreas da cidade”.

Nesse sentido, a ideia é levar para a região um parque da cidade marinho, e promover ações de conscientização da população. “O parque é um equipamento para a cidade, para o cidadão saber que ali é um espaço que está sendo preservado para que ele faça um uso mais qualificado da área e possa usufruir disso”.

Parque Cavalo Marinho – Estudos preliminares já relevaram que na região há uma presença considerável de cavalos-marinhos, que deverão, inclusive, ser a espécie bandeira do local. “Temos o cavalo-marinho como um indicador de qualidade do meio ambiente. Então, na maior parte da zona costeira das grandes metrópoles do Brasil você não encontra mais cavalo-marinho, sendo que lá [na praia de Boa Viagem] tem uma concentração, que a gente tenta preservar. Assim, a estratégia é que a espécie seja a marca do local e que o nome da unidade seja Parque Cavalo Marinho.

Além do viés ambiental, o projeto pretende abranger aspectos sociais, econômicos e culturais da região. De acordo com o Gerente de Licenciamento Ambiental da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo, Samir Abdala, o parque irá “abraçar espécies ameaçadas de extinção, proteção de patrimônio cultural subaquático, o naufrágio que se encontra adjacente a uma bancada de corais, o resgate social de uma área da cidade, a interlocução urbanística ambiental com a promoção do turismo”.

Além disso, a intenção é que a unidade possa coibir a poluição ambiental (lixo marinho) e combater a pesca predatória e criminosa, que segundo Abdala, ainda nos dias de hoje, ocorre naquela região e danifica estruturas arquitetônicas relevantes para cidade e sua história, além de gerar graves prejuízos ao meio ambiente.

Após a finalização dos estudos e conclusão do projeto, um processo será aberto na Secis e serão realizadas audiências públicas para consulta à população ao Órgão Central da Política Municipal de Meio Ambiente, Conselho Municipal de Meio Ambiente. Se aprovado, passa ao chefe do Executivo, para criação da Unidade de Conservação com esteio no SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação).

Fotos: Arquivo Pessoal/Prof. José Rodrigues/Cezar Falcão/Camilla Torres

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